Embrapa leva contribuições sobre os desafios do agro ao Gaffff 2026

Debates no Gaffff 2026

O Global Agribusiness Festival (Gaffff) 2026, realizado nos dias 1º e 2 de outubro no Allianz Parque em São Paulo, destacou temas cruciais relacionados aos desafios do agro. O evento, promovido pela Datagro, reuniu vários representantes do agronegócio, proporcionando um ambiente propício para debates que uniram negócios, gastronomia e entretenimento. A Embrapa, uma das instituições convidadas, teve a oportunidade de compartilhar suas perspectivas sobre questões que influenciam a competitividade e a sustentabilidade no setor agrícola, ao lado de líderes empresariais e especialistas.

Durante o painel que abordou a governança territorial, a rastreabilidade e a confiança nas cadeias agroalimentares, o chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, apresentou a trajetória do Brasil como fornecedor de produtos agropecuários no mercado internacional. Ele enfatizou a importância da confiança construída ao longo do tempo, ressaltando que o Brasil se firmou como um parceiro seguro, cumprindo contratos e se adaptando a diversas exigências de legislações e padrões dos mercados compradores.

Governança territorial e rastreabilidade

Spadotti destacou também como a competitividade do agronegócio brasileiro alterou a percepção internacional, transformando o Brasil de um mero fornecedor secundário a um concorrente direto nos mercados globais. Essa mudança, embora positiva, trouxe um aumento da atenção internacional para os aspectos ambientais da produção brasileira, o que se traduz em desafios do agro que devem ser enfrentados.

desafios do agro

Outro ponto abordado foi o impacto financeiro associado à adaptação às exigências de rastreabilidade e regulamentação internacional, principalmente sobre os produtores rurais. Essa adaptação, que representa um custo significativo, deve ser vista como um investimento que, ao longo da cadeia produtiva, pode gerar um reconhecimento econômico. Spadotti defendeu que atender a essas exigências deveria resultar em vantagens para os produtores, que estariam indo além do básico exigido pela legislação brasileira.